
sábado, 19 de março de 2011
Nosso Amor

Etiquetas:
Poemas em imagem
domingo, 13 de março de 2011
Sombras

Etiquetas:
Poemas em imagem
segunda-feira, 7 de março de 2011
O sorriso de Gardênia

criação totalmente minha - parece fácil - mas deu enorme trabalho pra fazer..rs
Tem situações para as quais não se encontram explicações. E por mais que se analise em partes minúsculas e se esquadrinhe por vários ângulos, o mistério permanece.
Aquela alegria toda, vinha de onde? Gardênia estava feliz desde o início do dia. E já passava das oito da noite! Muito estranho. Ninguém fica feliz assim, tantas horas seguidas. Ela não tirara o sorriso do rosto um minuto sequer. E o olhar, então! Brilhantes, como duas estrelas. A coisa mais linda!
Naquele dia, o dia amanheceu e morreu cinzento. Nem era um dia como outro qualquer. Não. Era o mais frio do ano. O mais chuvoso da última década. O mais adverso da estação. E Gardênia sorrindo. Aos pais, falou que tivera um estalo repentino. Botou o pé no chão ao levantar de manhã cedinho e constatou: a felicidade é uma estação e pode tocar sua música preferida dentro de você o dia todo. Ahh! E fazer Sol até o Sol raiar.... só depende de você!
- Que nojo, mana, tá parecendo uma idiota com esse brilho no olhar.
- Júnior, não implica, ser feliz é muito bom. Devia experimentar, viu?
- Mãe, acho que ela tá bêbada, ou apaixonada. O que é quase a mesma coisa.
- Pois saibam que eu descobri como ficar contente o tempo todo.
- Arrá, nem vem, isso é impossível!
- Júnior, é simples, basta sorrir pra vida e ela vai sorrir pra você.
- Merdinha de clichê barato. Acho que vou vomitar. Isso tá demais pra mim. aff
- Como você é babaca, Júnior. Sabia que um dia sem sorrir é um dia desperdiçado? Eu li isso. Alguém famoso disse, só não lembro quem. Vai dizer que não é lindo?!
Os pais, começaram a sorrir também, felizes em ver a filha feliz. É o que todos os pais desejam, não é mesmo, ver os filhos felizes? Até aquele dia haviam se empenhado nesse sentido. Agora, viam que seus esforços foram recompensados. Ao menos com Gardênia. Já com o filho mais novo... Bem, Júnior estava em plena fase dark. Dezesseis anos. Idade complicada. Gostava de ficar triste. Achava bonito. Para ele, viver era sinônimo de escuridão e vazio. A vida. A morte. As relações afetivas. O poder institucional. Nada fazia sentido. Tudo era utópico e efêmero, desprovido de verdade. Quase nunca sorria. Achava repulsivo ver a irmã se enganando. “Coitada, dois anos mais velha e tão ingênua. Isso que dava ficar olhando novelas e lendo livros de autoajuda. Só podia ser!” – pensava o irmão.
- Mana, é triste ver você tão alienada. Vou pro meu quarto. Fui!
- Pois eu vou mostrar pra vocês que este sentimento não é passageiro - disse, sorrindo largamente, de orelha a orelha.
* * *
Naquela noite, Gardênia dormiu sorrindo. Sonhou com um jardim florido, perfumado, cheio de borboletas coloridas, onde todos cantavam e cirandavam.
No dia seguinte, botou o pé no chão e deu por falta dos chinelos. Tudo bem. Vai sem chinelo mesmo. Foi andando pelo piso frio até o banheiro. Suspirou. A porta trancada. Esperou até o irmão sair. Tudo bem. Usar o banheiro logo após alguém deixar horrivelmente fedido. Coisas da vida. Entrou no boxe, abriu o chuveiro. E parou de sorrir, de súbito, quando viu que alguém tinha acabado com seu shampoo especial para cabelos volumosos.
- Mãããããeeeeeee!!!!

Etiquetas:
Prosas
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Vampira da Noite

foto da internet, mas a flor e o sangue eu que coloquei e mudei a cor dos olhos
Ande, dê-me corda
estique-me até à lua
toque seus lábios
em minha pele
alva e nua
desfolhada em pétalas
sobre oceanosas nuvens
e sem assombro, encare
minha fome na escuridão
seduza-me com sua língua
alivie a dor desta maldição
enquanto se fere
eu me libertarei
mas um dia retornarei
e serei doce

Etiquetas:
Poemas
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Decrepitude

O consolo da cinza
é saber que um dia foi fogo.
Etiquetas:
Pensamentos
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Coisinhas prosaicas
E se o amor nada mais for do que nossa carência preenchendo vazios? Eu hein, pois acreditem, Arnaldinho largou-me essa, dia desses. Como assim, preencher vazios? Amor é amor, ora! Todo mundo sabe que não depende de nada, a gente sente, sem querer sentir. Falei isso pra ele..., no que iria me arrepender profundamente. Minha discordância resultou em horas de conversas que vararam a madrugada e acabou que ele dormiu aqui em casa. Daí... bem, Arnaldinho tem aquela carinha de "adote-me". Irresistível. E eu estava carente. E falamos sobre o vazio até nos enchermos. E .... não me arrependi.
Mas, voltando ao vazio que nos leva ao amor. Que loucura, não? Tentar preencher o vazio de uma vida, tornando-se íntimo de outra vida, que também sente sua vida vazia e procura outra vida para sentir-se menos vazio!? Ufa!
E se, ao contrário, entrarmos em outra vida, cujo coração não se encontra vazio? Aposto que logo reclamaremos que não há espaço pra nós, ou coisa do gênero.
Também não deve ser raro os que buscam vazios virgens, inéditos, pra garantirem que serão os únicos responsáveis pelo preenchimento dos mesmos. Sei lá. Não sei de tanta coisa. Assim mesmo, continuo amando.
Bem me disse semana passada, João Paulo, que eu sou uma pessoa hesitante. Caramba, pensei em dizer tanta coisa pra ele! - mas não disse nada. Ele tem razão, sou hesitante. Poxa, justo ele, um cara com quarenta e dois anos, que ainda mora com os pais!.... me dizer algo assim. Fiquei dois dias deprimidíssima. Depois passou.
Pior foi Maria Rita, sutilmente, em meio a uma conversa fútil, me acusar de ressentida. Quase fiquei de mal com ela por causa disso. Ao contrário, que fiz eu? Hein? Que fiz? Nadinha. Mas guardei bem guardado e remoí por duas semanas. Não. Minto. Ainda estou remoendo. Ressentida, eu? Ela vai ver, não perde por esperar. Na hora certa, darei o troco.
Refletia intensamente sobre todas as críticas das últimas semanas, meses, anos, quando Fabrício, meu vizinho de porta, apareceu. Folgado como ele só, entrou e foi direto escolher uns filmes na estante, para só depois me pedir emprestado. Sujeitinho sem noção! - pensei. Dei um sorriso de papelão e fiquei olhando ele remexer nas minhas preciosidades. Emprestei uma vez e abri as comportas para todo o sempre? Bem feito pra mim! E como eu não soube dizer com certeza qual meu estilo preferido, ele soltou a pérola que faltava pra completar meu lindo colar de acusações: "Poxa, tu nunca tem certeza de nada?" Como é???? Só não expulsei ele depois dessa porque eu sou educada e fui pega de surpresa e não soube direito como agir e filosoficamente ninguém tem mesmo certeza de nada.
Desnorteada, deitei-me no sofá e lancei esta bomba na minha direção: "caramba, nem meus amigos imaginários ficam do meu lado!"

Etiquetas:
Crônicas
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O controle que não temos

Olhou o corpo inerte do amado, jogado no asfalto, contra o meio-fio. Sentou-se e esperou em vão um movimento, um sinal de vida, mas ele continuava imóvel, estirado no chão. Desesperada, pediu ajuda, aos gritos.
Tarde demais. Ele se fora, para algum lugar onde não sentirá mais fome, nem frio - já não era - mesmo sendo tudo!
Estranhos chegaram para socorrê-lo, quando nada mais podia ser feito e o levaram. Levaram seu amor! Braços, que horas antes a tocavam, agora jaziam paralisados. Olhos, que a seguiam por onde quer que fosse, fechados para sempre. A voz carinhosa, que a todo instante repetia o quanto a amava, nunca mais seria ouvida. O corpo, quente e clamando a todo momento pelo seu, destroçado por um carro na contramão. Não era justo! Não!!! O que faria sem ele?
Derramou todas as lágrimas que possuía.

Retornou para um apartamento lutuoso, onde até o piso chorava com seus passos. O silêncio ecoando pungente pelos cômodos.
Com as mãos trêmulas e a alma sangrando, ligou a televisão num gesto instintivo e segurou bem firme o controle remoto.
Precisava sentir o domínio sobre algo.

Etiquetas:
Minicontos
Às vezes....

...não enxergamos o que está em nosso nariz,
seguimos rua afora, altivos em insolente soberba
com a vaidade inflada ante os olhares alheios
e somente quando nos miramos no espelho
notamos a grande meleca esquecida
Etiquetas:
Pensamentos
O amor embobece
.jpg)
Abraçadinhos
Olhando para o céu
Os olhos dela estrelados
Como ovos numa frigideira


Etiquetas:
Poemínimos
Assinar:
Postagens (Atom)
